Expedição Pantanal de Amarok: uma aventura incrível | PARTE 2

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Saímos de Cuiabá com destino a Poconé, no Mato Grosso. Assim começa nossa expedição no Pantanal de Amarok, com as picapes carregadas com nossa bagagem, combustível, gelo. Enfim, tudo o que imaginávamos ser necessário para um mergulho de três dias em meio àquele “wild contry”.

Nosso desafio era cruzar o Pantanal do Mato Grosso ao Mato Grosso do Sul “por dentro”. Ir de Poconé até Corumbá. Desbravar uma região desconhecida e até um pouco esquecida do Brasil. Uma aventura e tanto a bordo das nossas Amarok!

Cacá Clauset, da TSO Brasil, a jornalista Karina Simões, o fotógrafo Ricardo Rollo, o cinegrafista Adriano Delgado e eu encaramos essa aventura a bordo de duas Amarok. Uma preparada e uma original de fábrica.

Seria uma expedição “improvável” ou não? Continue a leitura e descubra!

Transpantaneira: o início da Expedição Pantanal de Amarok

Primeiramente, antes de encarar essa aventura, vale lembrar que houve um planejamento. Quando o destino em uma expedição off road é mais difícil, exige um preparo maior e alguns itens importantes.

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Bom, equipe e Amarok preparadas, começamos nossa viagem. Nosso primeiro trecho foi de Cuiabá até Poconé e nossa aventura começou assim que passamos pelo portal da rodovia Transpantaneira que nos levou para Porto Jofre, à beira do largo Rio Cuiabá.

E como lá acaba a estrada, significa normalmente o fim do caminho. No entanto, como o Geraldo, nosso guia pantaneiro, é um cara que todos conhecem e respeitam pelo seu trabalho benfeitor, nossa viagem continuou pantanal adentro!

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Seus contatos, anteriores à nossa chegada, já haviam providenciado uma balsa particular de uma fazenda. E assim, por ela, atravessamos a fronteira do turismo convencional pantaneiro, adentrando no Pantanal raiz, onde só aqueles que lá vivem tem o privilégio de conhecer.

Pantanal e as suas belezas

Antes disso, ainda em Porto Jofre, tivemos a oportunidade de conhecer a lendária onça pintada, em visita ao Instituto do mesmo nome e única entidade brasileira de proteção e pesquisa dessa espécie.

Várias onças vivem na área do Instituto e podem ser observadas de barco, em safaris turísticos organizados por várias operadoras locais.

Logo fomos deixando os vestígios da grande Cuiabá para trás. Depois de visitar o Instituto, em seguida, continuamos a nossa aventura, rumo a Corumbá!

A Amarok e o Pantanal

Nessa época o Pantanal estava seco, e os caminhos de areão surgiram cada vez mais evidentes e desafiadores. Assim, percebemos o quanto os sistemas eletrônicos de tração da Amarok auxiliam em terrenos irregulares e com baixa sustentação, como a areia solta.

O fato de o sistema dividir o torque entre os eixos e não permitir que a picape patine facilmente evita também que ela cavouque o chão no momento das saídas. E é exatamente esse o momento quando os carros mais encalham. Então, mesmo nessas condições conseguíamos nos deslocar sem tropeços e de forma bastante segura e rápida.

No entanto o rápido é relativo, pois as distâncias diárias eram enormes e nossa média baixa. Trafegávamos em caminhos entre fazendas e em carreiros de bois – que são corredores por onde as boiadas são deslocadas de um local para outro dentro do Pantanal. Mas apesar disso, não havia estradas!

O número de porteiras, “tronqueiras ou colchetes” era enorme e revezávamos na hora de fazer o trabalho dos zequinhas.

Os desafios de uma travessia pelo interior do Pantanal

Chegamos à noite na fazenda onde dormiríamos nessa primeira noite. Obviamente um local sem energia elétrica e com aposentos simples, que nos foram preparados na casa principal, mas um abrigo de peões e boiadeiros.

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Cansados, jantamos um arroz pantaneiro a luz de velas, preparado com carinho pelo próprio Geraldo. E em seguida, depois de alguns momentos de pura contemplação de um dos céus mais bonitos que eu já havia visto, caímos mortos.

Saímos logo cedo tomando café da manhã com os boiadeiros. Então, sentimos um pouco na pele o que é aquela vida. Eles acordam com o cantar do galo. Quando o galo não canta, eles acordam o galo.

Primeiramente tratam dos cavalos- ainda antes deles, arreios, alimentação e tudo mais. O café da manhã era simples: café puro, acompanhado novamente do arroz carreteiro – que é um arroz misturado com pedaços de carne de porco.

Provavelmente alguns não teriam almoço. Então essa provisão matinal deveria alimentá-los até o término da jornada, final de tarde, quando voltarem à sede. Vida dura.

Nossa expedição no Pantanal de Amarok seguiu em frente. E descobrimos que a melhor maneira de observar animais no Pantanal não é de carro. Certamente o barulho que eles produzem assustam os bichos.

Os menos desconfiados quando em vez aparecem, principalmente as capivaras. Mesmo assim tivemos oportunidade de observar um enorme cervo galhado, bicho lindo, muitos jacarés e uma inúmera quantidade de pássaros dos mais distintos.

Expedição Pantanal: as belas surpresas pelo caminho

O calor durante o dia era intenso. Cerca de 40 graus e já na metade de nossa expedição no Pantanal de Amarok. Agora, cruzando o roteiro desenhado para a rodovia Transpantaneira, que jamais foi completada. Cumprindo assim, um roteiro por sua região mais rústica.

Geraldo já havia, de alguma forma se comunicado com diversas fazendas do trajeto que nos esperavam ora para o almoço, ora para dormir à noite. Santo Geraldo! Em uma delas, visitamos uma escola rural com todos os seus alunos.

As crianças são deixadas na escola durante todo o tempo, uma vez que as distâncias são imensas. Não dá para ir buscar e levar. Afinal, algumas vem de locais onde se leva mais de um dia a cavalo para alcançar. As escolas são como seus segundo lares e os professores como seus segundos pais. Foi a parte mais emocionante da viagem.

Quando chegamos todos já estavam nos esperando. Cantaram uma música em coro e fizeram a fila para nos cumprimentar…pedindo a benção a nós. Talvez a moçada de hoje em dia não saiba o que é isso. Mas me emocionei pois era um costume de antigamente, de minha infância. Pedir a benção aos mais velhos era sinal de educação e respeito.

Uma lição de vida

Achei que aquilo já havia morrido em nossa educação. Mas permanecia intacto no comportamento daquelas crianças e jovens. Na parede da escola havia um cartaz com a bandeira do Brasil com os dizeres: “Aqui educamos os verdadeiros brasileiros”. Deus os abençoe!

Sem dúvida, além de toda a preparação, a tração 4×4 é um item de sobrevivência em uma expedição no Pantanal, principalmente se o roteiro é por lugares onde não há estradas e com terrenos difíceis de serem transpostos, como areia e alagados.

Mas a aventura não acabou aqui. Está só na metade! Quer saber como termina?

Finalmente, semana que vem vou contar. Fique ligado!

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Até breve!

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