Expedição Pantanal de Amarok: uma aventura incrível – Parte 3

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Na primeira parte da Expedição Pantanal de Amarok, saímos de Cuiabá com destino a Poconé, no Mato Grosso. Na sequência, cruzamos a rodovia Transpantaneira até seu fim, em Porto Jofre, à beira do largo Rio Cuiabá.

A partir de lá, começava nosso desafio de cruzar o Pantanal por dentro. Por caminhos apenas conhecidos pelos pantaneiros, sem estradas! O destino da expedição era Corumbá e o plano era fazer a travessia em 3 dias.

Será que conseguimos? Continue a leitura e descubra!

Expedição Pantanal de Amarok: de Porto Jofre à Corumbá

Como já comentei, nós éramos em seis pessoas no total. Cacá Clauset – piloto de rally da TSO Brasil, Karina Simões – jornalista, Ricardo Rollo – fotógrafo, Adriano Delgado – cinegrafista, Geraldo Albanez – nosso guia pantaneiro, e eu.

E nossa aventura se deu a bordo de duas Volkswagen Amarok. Das duas Amarok, uma delas tinha o snorkel e alguma preparação. No entanto, a outra era original da fábrica. Então, sempre que havia alguma dificuldade maior no caminho a nossa pick-up, a “preparada”, passava à frente para ser o “boi-de-piranha”.

Os perrengues da Expedição Pantanal de Amarok

Conforme avançávamos para o Mato Grosso do Sul, o terreno se tornava mais úmido. À medida que chegamos à beira de um verdadeiro lago por onde se via a estrada seguir, dezenas de metros à frente. Mesmo na seca, encontramos muitos alagados, característicos do Pantanal, não só na época das cheias.

Nossas tentativas, até aquele ponto nas passagens mais difíceis haviam acontecido com sucesso, mas nessa, depois da primeira investida, a Amarok afundou bastante, empacando de vez e com a água entrando até a altura dos bancos.

Sinalizamos para a segunda Amarok não tentar e iniciamos, sem resultado, nossos exercícios off road aprendidos com o tempo. Foi quando alguém gritou: cobra!

Eu devia estar com a água na minha cintura, mas em um piscar de olhos corria feito louco até a margem, do outro lado. A bichinha, com uns dois metros de comprimento, passeou pelo lado da Amarok, tirou uma foto e desapareceu no mato. E agora?

As surpresas do Pantanal

Foi quando de repente, como uma carruagem trazendo deuses do Olimpo, surgiu rugindo no horizonte nada menos do que um Caminhão Volkswagen 4×4. Não dava para acreditar!

Soubemos depois que em uma das fazendas o proprietário havia comprado dois deles. provavelmente os únicos dois de todo o Pantanal. E um deles estava lá, naquele momento, para nos salvar. Se tivéssemos combinado, não teria dado certo.

Chegou, e já desceram dois peões, colocaram nossa cinta de reboque na outra Amarok, passaram por nós fazendo uma onda enorme, manobraram, voltaram, colocaram a cinta em nosso carro e, num só puxão, nos arrancaram, sem qualquer esforço, daquela encrenca. E foram embora!

territorio amarok youtube

Parece que ter um caminhão 4×4 daqueles no Pantanal é sinal de fazer isso todo dia, toda hora, os homens eram craques!

Olhamos uns para os outros e pensamos: – O que aconteceu?

Ah e além de cobra, teve jacaré também!

Será que conseguiríamos chegar em Corumbá?

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Assim, depois de mais uma noite bem dormida em outra fazenda. Onde fomos apresentados a toda população de mosquitos do Centro Oeste brasileiro. Saímos para o dia final, com destino à Corumbá, depois de cinco dias e quase 900 km.

No entanto, ainda tínhamos um último desafio: deveríamos atravessar uma balsa no Rio Paraguai, em Porto da Manga. E o agravante era que ela funcionava apenas até às 17:30h. Foi uma verdadeira corrida para não perder a balsa, onde disputávamos que de nós havia se esmerado no aprendizado, para abrir e fechar porteiras em menos tempo.

Nossa aventura terminou à noite, no Bistrô, restaurante do próprio Geraldo Albaneze, com muito cansaço e um bom e, sempre bem-vindo, jantar quente.

Ao todo foram 923 km percorridos em 5 dias de viagem, aproximadamente 57 horas a bordo das Amarok. A uma velocidade médias de 16 km/h. Uma expedição raiz por um Pantanal desconhecido, mas fabuloso!

Em suma, uma aventura rústica, porém, memorável e inesquecível.

É muito bom reviver aventuras como essa a bordo da Amarok, não é mesmo? Então, que tal contar para nós nos comentários quais assuntos você gostaria de ver aqui no blog?

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Até mais!

Para conferir os relatos anteriores, basta clicar nos links:
Parte 1 | Parte 2

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