Sistema de transmissão automotiva: a sua evolução em detalhes

sistema de transmissão automotiva
7 minutos para ler

Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de transmissão automotiva, certo? Mas você sabe qual é a história desse componente tão importante do veículo?

A transmissão, na grande maioria das vezes, é apenas relacionada ao tipo de câmbio. Sendo automática ou manual. Porém, trata-se de um sistema que vem evoluindo muito tecnologicamente ao longo dos anos, e crucial para o funcionamento adequando do veículo.

Como a caixa de marchas, o sistema de diferencial e a tração 4×4 fazem parte da evolução do sistema de transmissão do carro?

Continue a leitura e aprenda!

O surgimento do sistema de transmissão automotiva

Logo que os carros ganharam autonomia, o seja, deixaram de depender da tração animal, o sistema de tração por automotores dependeu de outro, que levasse o movimento e força para as rodas. O qual passou a se chamar de sistema de transmissão.

A princípio esse sistema era bastante simplificado. Formado apenas por uma corrente e duas engrenagens, como uma bicicleta. Mas, para que a saída não fosse aos trancos, foi criado também um acoplamento.

Esse acoplamento era composto por uma alavanca que acionava dois volantes, ou discos de ferro. Um deles, preso no motor, e outro preso na transmissão. Ao ligar o motor, o seu volante girava, enquanto o outro – da transmissão, permanecia parado.

Acionando a alavanca de movimento. Os dois discos se aproximavam, friccionavam entre si, e o motor transmitia o movimento para o resto da transmissão. Ou seja, para as rodas. O carro então saia da sua inércia. E, para o espanto de todos, andava sozinho!

Assim que os discos girassem solidariamente à mesma velocidade, o veículo ganhava velocidade. Mas essa velocidade do motor. Mesmo podendo ser controlada pelo condutor. Nem sempre era adequada às diversas condições e conformações do terreno.

A velocidade do motor, muitas vezes, era maior do que o necessário. Sendo necessário desacoplar o motor da transmissão – estratégia popularmente conhecida como “banguela”, e acionar os freios. Que, cá entre nós, não deveriam ser muito eficientes na época.

Já em outras situações, como em subidas, por exemplo. Faltava potência para o deslocamento do veículo e o motor apagava.

Uma invenção no sistema de transmissão automotiva: a caixa de marchas

Diante dessas deficiências da simplicidade do sistema de transmissão do veículo, os engenheiros inovaram. Criaram assim, uma caixa com diversas engrenagens. As tais engrenagens, atreladas a um motor – com uma faixa de potência e torque mais amplos.

Permitindo assim, ao motorista, através do uso de outra alavanca, entregar ao eixo motriz, a força e a velocidade adequada. Possibilitado assim, que o condutor se adequasse as diversas situações.

A explicação pode parecer complicada, mas não é. Basta observar uma bicicleta e aquele monte de engrenagens na roda traseira. Você pode escolher qual delas é melhor para te ajudar, dependendo do tipo de caminho a percorrer.

Essa tal caixa de engrenagem ganhou o nome de câmbio ou caixa de marchas. E a partir de então, o motorista passou a aprender a utilizar a embreagem para sair com o veículo e para trocar as marchas, ao longo do caminho.

Adicionalmente, essa nova técnica permitia também poupar um pouco os freios, utilizando a troca de marchas para diminuir a velocidade do carro. O famoso freio motor.

O carro evoluía a cada projeto!

territorio amarok youtube

O diferencial

A essa altura, o sistema de transmissão automotiva já tinha evoluído e já estava mais completo. Contudo, logo outros problemas surgiram. Como, por exemplo, o aumento da velocidade e da capacidade de carga dos veículos, e a pavimentação das ruas e estradas.

Sabemos que, em uma curva, as rodas externas do veículo giram e percorrem arcos diferentes das rodas internas, certo? No entanto, o projeto do automóvel ainda contava como ambas as rodas ligadas a um mesmo eixo. E assim, quando um carro fazia uma curva, acabava exigindo um arraste no solo daquela roda que tivesse menos aderência.

Anteriormente, como o chão era de terra. Ou seja, de aderência baixa. Esse escorregamento não trazia grandes complicações. Mas conforme surgiram as estradas pavimentadas. O tipo de terreno passou a forçar por demais os motores e todo o sistema de transmissão. Aumentando assim, o desgaste e quebras.

Novamente a engenharia criou uma caixa de engrenagens que foi posicionada entre as rodas motrizes do eixo de tração. Permitindo assim que, nas curvas, cada roda pudesse cumprir com sua trajetória, percorrendo seu caminho, sem qualquer arraste e sem perder a tração.

Essa inovação criou um grande diferencial na performance e durabilidade dos sistemas, e por isso foi batizado, criativamente de: sistema diferencial.

A tração 4×4 e o bloqueio do diferencial

Tudo parecia estar indo bem até então com o sistema de transmissão do veículo. Contudo, apesar do diferencial ter resolvido um grande problema que surgiu com o aumento da aderência das vias, acabou por criar outro, principalmente onde ainda permaneciam as estradas terra.

Mas o que acontecia? O sistema diferencial sempre mandava mais rotação e torque para a roda que tinha menor aderência com o solo. Então, o carro patinava e perdia seu movimento.

Desde que foi criado o primeiro automóvel, mais de seis décadas se passaram até que conseguissem resolver esse problema. Aconteceram guerras, as cidades mudaram, o homem foi à lua, mas os carros continuavam patinando sempre que tinham baixa aderência ao solo. Gastando assim energia desnecessariamente e perdendo mobilidade.

Com a criação dos veículos 4×4, essa mobilidade em terrenos difíceis, molhados e com obstáculos melhorou bastante. Mas, mesmo assim, com dois eixos motrizes o problema perdurava.

Foram criados então os sistemas de bloqueio de diferenciais. Um mecanismo que o motorista deveria acionar, de forma adequada, quando as rodas perdiam tração, por efeito dos diferenciais

A tração 4×4 reduzida

A adição do sistema 4×4 nos veículos aumentou a sua capacidade de tração e a possibilidade de enfrentarem terrenos mais difíceis e subidas mais íngremes. Mas também, a utilização de dois eixos motrizes, acabou por aumentar o arrasto de peças articuláveis e giratórias. Fazendo, novamente, com que os motores gastassem sua potência e performance.

A solução então foi criar uma caixa de marchas adicional, que agora criava uma opção mais reduzida antes da caixa de câmbio. A caixa de reduzida.

Novamente observando sua bicicleta, você reconhece as reduzidas naquelas duas engrenagens grandes do eixo da pedaleira. A mudança dessas engrenagens, muda totalmente a relação das engrenagens do eixo da roda traseira, para melhor adequação do uso de sua energia (motor).

Um carro não é composto só de motor

A evolução dos automóveis é algo excepcional e o desenvolvimento gradativo sistema de transmissão automotiva possibilitou aos veículos uma melhor performance. Além de adquirir importância relacionada ao tema de economia de combustível. No entanto, por outro lado, exigiu uma certa especialização dos condutores.

Nos veículos modernos, notadamente na pick-up Volkswagen Amarok, uma boa parte desses sistemas são automatizados ou com controles eletrônicos. Os quais facilitam a vida dos motoristas, proporcionam conforto e segurança ao volante.

Fazer off-road e aproveitar a natureza nunca foi tão confortável!

Então, que tal conferir nossas dicas em nosso canal no YouTube? Te espero por lá.

Até mais!

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-